Millennials e trabalho flexível: por que investir nessa nova realidade?

Millennials e trabalho flexível combinam como a mão e a luva. A geração nascida a partir dos anos 1980, que agora chega a cargos importantes dentro das empresas, está revolucionando as relações trabalhistas e provando que autonomia e flexibilidade são realmente lucrativas.

Neste artigo, vamos refletir como a flexibilização das rotinas de trabalho pode ser uma prática inovadora.

Continue lendo para entender por que é importante investir em novas formas de relacionamento com esses profissionais!

Afinal, o que querem os Millennials?

Eles são questionadores, só se engajam com o que realmente acreditam, têm consciência social e querem fazer parte de projetos que realmente façam a diferença no mundo.

A chamada geração do milênio começou a ocupar cargos de liderança e os boards executivos das empresas, e já está causando uma verdadeira revolução.

Segundo um estudo da Deloitte, apenas 28% dos jovens que fazem parte dessa faixa etária pensam em passar mais que cinco anos em um único emprego.

Mais de 48% dizem que não sentem que fazem parte de empresas com comprometimento ético. E mais: apenas 47% acreditam que seus líderes são comprometidos com ações que visem melhorar a sociedade.

Os “choques” geracionais, sobretudo com lideranças acima dos 50 anos são grandes. Líderes mais velhos os veem como pouco engajados e comprometidos, mais dispersos; estão sempre se perguntam “afinal, o que querem eles”?

Os Millennials e o trabalho flexível

Uma pesquisa global realizada pela Millennial Mindset, uma consultoria especializada nessa geração, aponta que 91% destes jovens gostariam de ter uma rotina laboral mais flexível; 92% deles gostariam de trabalhar em casa, contra apenas 66% que sentem que ir todo dia ao escritório não é um problema.

Para os Millennials, o trabalho flexível deve significar ter a facilidade de gerenciar seu tempo e recursos de uma forma que seja mais eficaz.

E tanto a Millennial Mindset quanto a Deloitte e outras consultorias especializadas, apontam que a flexibilidade desejada por esses jovens pode sim trazer bons resultados para as empresas.

O trabalho flexível, quando organizado e gerenciado com estratégia, pode tornar os profissionais mais produtivos, gerar mais satisfação, facilitar a colaboratividade e a inovação empresarial.

Por exemplo, algumas atividades realizadas por pessoas que atuam com marketing e comunicação podem fluir melhor no período da tarde do que pela manhã.

Não seria interessante flexibilizar os horários para que as pessoas produzam em um período em que sentem que seu potencial criativo será melhor aproveitado?

Os Millenials, o trabalho flexível e a quebra de paradigma

As empresas modernas são, cada vez mais, convidadas a remover os velhos hábitos da era industrial, onde seus funcionários iam para um único local de trabalho entre 8 e 18 horas todos os dias para realizar tarefas padronizadas.

Em vez disso, precisam reconhecer que o mundo seguiu em frente, que os serviços baseados em tecnologias são significativamente diferentes dos de fabricação do passado, que a tecnologia melhorou e se tornou amplamente disponível e que as pessoas trabalham de maneira diferente.

E as ferramentas que proporcionam trabalho remoto com segurança da informação, amplamente disponíveis, potencializam a produtividade das empresas que aproveitam esse movimento.

Diretores, executivos e líderes precisam confiar em seus funcionários para assumir a responsabilidade de sua própria carga de trabalho e gerenciamento de tempo para fazer as coisas, seja às 9 da manhã no escritório ou às 9 da noite em casa.

Na prática, os especialistas apontam que se as empresas não podem confiar em seus funcionários para trabalhar com flexibilidade, certamente não podem confiar neles com mais nada — como informações comerciais confidenciais e detalhes financeiros.

Como sua empresa está lidando com a geração Millennial? O trabalho flexível já é uma realidade ou está no radar do seu negócio? Deixe seu comentário!